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Mais uma pra você.




Perdi a conta de quantas vezes abri o meu caderno de anotações hoje, comecei um texto, fiz duas ou três linhas, apaguei, refiz. E pra ser sincera não consegui escrever nada, nenhuma palavra se quer, é um sentimento não escrito. Pela primeira vez em meus 15 anos e alguns meses que não sei como começar um texto, ou ainda como prossegui-lo . Depois de você não consigo mais expressar sentimentos, você me deixa com os pés fora do chão. E você sabe bem que só sei escrever baseado em coisas reais, mesmo que sonhos. E a cada vez que tento escrever uma palavra se quer as lembranças me atormentam. Eu choro, me estresso, jogo o caderno em cima da cama, tiro a música, desligo a luz, e vou deitar. É sempre assim. Sempre fui imprevisível, mas você me trouxe uma confusão que eu capaz seria de prever.

Pedi pra você me deixar, me esquecer, mas nem eu ao menos consegui te esquecer. Desde que terminamos tenho transbordado mais você que o normal. Encontrei uns papeis amarrotados hoje ao arrumar meu quarto, coisa que não fazia á séculos, mas é uma das poucas coisas que realmente me concentra, e eu precisava tirar o pensamento de você. Cartas, fotos, mensagens, músicas.. A onda da saudade em mim é cada vez maior, não estou habilitada á surfar nesses mares. A saudade já não bate, ela espanca. E de pensar que eu reclamava das surras da minha avó.

Eu não quero precisar de você, eu não posso precisar de você. Mas não consigo tirar o pensamento de você, só queria teu abraço e ouvir que iria ficar tudo bem. Eu só rezo pra ficar, ficar tudo bem. Mas eu sei que não vai. Não tão cedo. Eu me dei demais, as vezes eu esqueço o quanto sou intensa. Agora estou aqui, olhando fixada mente para o caderno, com folhas amareladas e vazias, você levou minha inspiração, mas deixou de bônus a saudade. Mas eu preciso resgatar, preciso transbordar, preciso urgentemente descarregar esses sentimentos, essas saudades que estão me sufocando.

Poderia te mandar um oi, apenas um oi. Mas você não responderia, estaria ocupada com a sua namoradinha nova, não? Mas isso não me convêm. Penso em escrever sobre amor, e termino falando sobre você, escrevo sobre o por do sol, a lua, e o final vem com você. Acho que você não entendeu que tem sido o motivo de tudo, do meu sorriso, e das minhas lágrimas. Você é a minha inspiração, e a falta dela. Você é o sono e a insônia. É a música e o silêncio.

Eu não queria escrever sobre farelos, migalhas que sobraram de nós dois. Mas precisava me livrar disso tudo.  Nós fomos tudo, fizemos planos e você me prometeu o céu, a lua. Foi a única pessoa que confiei de olhos vendados, e me entreguei de vez sem pensar se era ilusão ou não. E eu ainda não me perguntei. Essa é mais uma das milhares de coisas que eu queria te perguntar, foi verdadeiro? Me diz que sim, e que não to escrevendo as 2:56 da madrugada atoa. Porque essa não é só mais uma crônica clichê, é mais uma crônica sobre você.

4 comentários

  1. Aaaaaaaaaai, que lindooo! Você escreve superbem, já te falei isso? <3

    Depois do Para Sempre

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    1. Já, mas pode falar quantas vezes quiser hahaha :3 obrigada eli <3

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  2. Parabéns. Que texto intenso, eu amoo textos assim.
    Sei o que acontece quando a gente só pensa em uma única pessoa, tudo é ela e nada mais faz sentido. Só ela. E isso transborda dentro da gente.
    Bjuss :*
    http://apartirdos23.blogspot.com.br/

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    1. Pois é, e isso é uma merda. Mas até que rende uns textos hahaha, obrigada :)

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