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São só saudades.

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Se saudade matasse hoje eu seria pó. Seria o nó que envolve a garganta, e mata lentamente, subitamente e gradativamente. Que mata, e te deixa vivendo pra sentir o tão quanto é amarga a saudade. Já morri, sobrevivi, e morri novamente várias vezes, durante vários ciclos, já suportei por tantos dias. Morria e continuava viva, morria pra morrer, e continuava a viver, só pra morrer de saudade novamente. Se todas as mortes fossem de saudade, estaríamos todos vivos... Vivos e loucos. Loucos e perdidos. Perdidos nesse beco sem saída, e sem luz que é a saudade. Todos a procurar a luz, que é o reencontro... Era saudade que apertava, agoniava, ardia, queimava... Saudade que não ia embora, ficava ali aconchegada e vinha a tona, a cada lembrança, a cada acordar... A cada vez que pensava em alguém, pensava em você. E a saudade apertava a cada fim de tarde. E a cada vez que não me via pensando em você, pensava que havia conseguido parar de pensar , mas só de tentar te esquecer, já estou lembrando. A saudade vem e fica, vem e agonia. E todos os dias ao acordar, me olho no espelho e me pergunto quando será o dia que aquilo iria acabar. Bebi saudade o mês inteiro, na esperança que o fim do mês chegasse pr’eu te encontrar, te abraçar, e desacumular toda essa saudade, que transborda, incomoda. Mas com quantos abraços se cura essa saudade? Quanto tempo eu teria que ficar grudada em você, pra me refazer? Eu tanto morri, que me perdi, tanto enlouqueci que já não conheço mais o meu normal. Transbordei tanta saudade que me afoguei, me perdi. Devo me deixar afogar, ou continuar a nadar? Buscando algo que não sei, e não sei até quando iria aguentar. Eu poderia te beijar, e te abraçar durante todo o tempo, e mesmo assim não seria o suficiente. Só queria que a semana acabasse logo, que o mês termine, assim como todos os dozes do ano, e que o outro ano chegasse pr’eu poder te abraçar e te ter pra mim numa eternidade. Porque tudo que eu tenho de você é saudade, saudade que me mata um pouquinho a cada dia, que me mata e me faz viver, mas aliás, são só saudades.

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